sexta-feira, junho 14, 2024

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Menino indígena sai para pescar e desaparece em mata fechada

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A criança, que mora na Aldeia Macaúba, está desaparecida desde domingo (21).

Bruno Iriwana Karajá, de 11 anos, não é visto desde a tarde de domingo (21).

Um menino indígena de 11 anos desapareceu na região da Ilha do Bananal, entre Santa Terezinha (1.312 km de Cuiabá) e Pium, no Tocantins. A criança, que mora na Aldeia Macaúba, está sumida desde domingo (21).

Aldeia Macaúba, na Ilha do Bananal — Foto: Ana Paula Rehbein/TV Anhanguera

As informações são de que a criança sumiu enquanto acompanhava o pai em uma pescaria. No mesmo dia, um grupo de indígenas iniciou as buscas pela criança pelas proximidade, até anoitecer, mas como a região é de mata fechada, não obtiveram êxito.

O Corpo de Bombeiros foi acionado na segunda-feira (22) e iniciou as buscas pela região.

Na tarde de domingo (21) os bombeiros receberam a informação de que a criança foi avistada por um vaqueiro a cerca de 15 km da aldeia em que desapareceu. No entanto, o homem não sabia sobre o desaparecimento e como é comum ter crianças andando sozinhas naquela área ele não tentou abordar o menino.

Nesta quarta-feira (24), a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) enviou uma equipe do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso para reforçar as buscas, com auxílio de cães farejadores, drones e um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAer).

A equipe fez varredura partindo desse ponto e chegou a encontrar mais uma pegada que pode ser da criança apontando para uma trilha que levava para a mata fechada. Mesmo com o auxílio dos indígenas que conhecem a mata, o acesso é difícil e as buscas devem recomeçar desse mesmo ponto novamente.

Embora seja um alívio que o menino tenha sido avistado e pistas dele continuem surgindo, a demora do resgate tem causado preocupação nos bombeiros. O tenente coronel Nilton Rodrigues disse que a apreensão da corporação se deve ao fato de que crianças ficam desidratadas com muita facilidade, o que representa um grave risco à saúde.

“É um risco grande, por isso a gente tá intensificando as buscas na região. Inclusive foi fazer contato com o Corpo de Bombeiros do Mato Grosso hoje ainda para tentar um reforço na equipe e tentar localizá-lo com a maior brevidade possível”, disse o tenente.

Além disso, os indígenas locais e a Fundação Nacional do Índio (Funai) temem que ele seja atacado por algum animal silvestre. É de conhecimento deles que os afluentes da região são habitados por jacarés e as matas por onças.

A responsável técnica da Funai na região, Ariele Karajá, está acompanhando as buscas ativamente, e chegou a entrar na mata com os bombeiros.

O rastreio na área já está sendo feito por terra e água. Grupos de indígenas percorreram de canoa os rios que circundam a mata.

As buscas continuam.

Via: G1MT

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