sábado, julho 20, 2024

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Fake News, uma arma que pode ser letal

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As notícias falsas ( Fake News ) vem sendo causadoras de muitos males a sociedades, trazendo transtornos as vítimas, gerando conflitos, desestabilizando economia, brincado com saúde pública, segurança e principalmente denegrindo a imagem de alguns e exaltando a imagem de outros.

É uma situação preocupante tendo em vista a falta de conhecimento e entendimento de grande parte da população virtual. Oque muito se vê hoje em dia são pessoas que não tem a preocupação de checar a veracidade de fatos recebidos ou publicados antes de compartilhar as informações.

No sábado (11) a GN COMUNICAÇÃO foi marcada em um comentário feito em um grupo de Facebook (POR AÍ EM VILA RICA MT), do qual também fazemos parte como membro. Sendo um grupo aberto a publicações pelos seus membros, esporadicamente também postamos lá. Fomos marcados por Josiane Silva, em uma publicação de Ludmila Cristina, que na legenda da sua publicação, lamentava a perda da filha e reclamava de negligência médica e da falta de energia elétrica na Capela Mortuária para velar sua filha.

A publicação continha vídeos feitos na casa mortuária que estava às escuras, e os produtores dos vídeos afirmando que a energia estava cortada como era de se imaginar tendo em vista que funcionários da funerária levantaram essa possibilidade. Muitas pessoas indignadas tecendo comentários de revolta, pela falta da energia elétrica. (Segue print’s da publicação e dos comentários)

É natural que no momento em que nos deparamos com publicações assim, ficamos chateados e muito triste com a perda de um filho, em quaisquer circunstâncias. A vontade de fazer algo para que os responsáveis sejam punidos, pelos erros cometidos e que faz com que algumas pessoas compartilhem e comentem e muitas das vezes, sem ter a certeza dos fatos.

Entretanto, uma boa parte das pessoas que postam isso, são oportunistas que simplesmente que ver a propagação dos fatos tendo em vista, não a diminuição da dor dos familiares pela perda, mais sim, pela negatividade que a publicação irá causar ao acusado(a).

Para nos certificar dos fatos de imediato entramos em contato com o responsáveis, como fazemos sempre que recebemos alguma denúncia da população. O próprio Prefeito nos afirmou que a energia elétrica dessa unidade consumidora nunca foi suspensa e nos encaminhou histórico da unidade consumidora da Casa Mortuária, fornecido pela ENERGISA.  No domingo pela manhã falamos com o Maurílio Eletricista da Prefeitura que foi acionado e acompanhado pelo Prefeito para conferir se havia algum problema na rede interna. O mesmo nos afirmou tecnicamente que fez a vistoria na companhia do Prefeito e do responsável pela Funerária Gênesis, Carlos, que teria realizado o último velório no dia 30 de março, onde afirma que estava tudo funcionando normalmente.

De imediato entramos em contato com os responsáveis pela funerária que constatou a falta de energia. Por WhatsApp, falamos com a Proprietária da Funerária Vila Rica, a Senhora Sanda que nos informou que os funcionários Milton e Rodrigo que haviam trabalhado no último funeral haviam relatado para ela que conferiram todos os interruptores acompanhados da família.

Segunda-feira, (13) pela manhã, fomos ouvir as partes. Falamos com Milton e Rodrigo, responsáveis pela Funerária Vila Rica, que constataram a falta de energia elétrica. Rodrigo está há apenas oito meses trabalhando na Funerária, mas afirma que já conhecia perfeitamente como seria o funcionamento da rede. Milton trabalha há mais de 10 anos na mesma Funerária. Mas ambos afirmaram fizeram todos os testes na eletricidade, no dia 6 de abril, ao chegarem à noite com o corpo a ser velado, acompanhados da família.

No momento Rodrigo ligou para a contratante dos serviço funerário, que se identificou como mãe de Ludmila, a Sra. Edvania Ferreira ainda muito triste com todo o ocorrido nos afirmou que não estava na hora, mas que poderia afirmar que os funcionários da funerária não teria responsabilidade pelos vídeos e disse que as filmagens haviam sido feitas pelos familiares do pai do bebê falecido.

Em buscas pela internet encontramos um vídeo que foi publicado no Facebook de “Tonin Vaqueiro” no dia 7 de abril as 14:54. Conforme print abaixo.  Tentamos contato com “Tonin” e Ludmila pelo Messenger do Facebook de ambos, mais até o momento desta redação não obtivemos resposta.

Falamos com Carlos (Funerária Gênesis) que realizou um velório no dia 30 de março, que nos afirmou que após o encerramento do velório, o mesmo desligou todos os disjuntores seguindo recomendações da Secretaria Municipal de Administração, só deixando ligado à rede que mantêm os bebedores ligados para não perder a qualidade da água. Carlos ainda nos afirmou que no dia sete, após receber as informações que não houve o velório na casa mortuária por falta de energia elétrica, ele foi até o local conferir e constatou que a chave do disjuntor do padrão estava desligada. Mas que ao ligar toda a rede funcionou normalmente.

Depois de ouvir à todos podemos constatar é que a dor no coração de uma mãe com a perda de um filho não pode ser ignorada. Se houve negligências, essas devem ser apuradas, mas de maneira coerente para que se houver culpados que seja encontradas as formas de confirmar a culpa e punir.

 A publicação dos vídeos foi no mínimo de maneira precipitada, pois não entraram em contato com o responsáveis para averiguar. Coisa que o responsável pela Funerária contratada para a realização do trabalho, deveria ter feito na hora.

Mas o que nos chama mais atenção nas Fake News, que algumas pessoas se beneficiam politicamente dessas notícias que atacam a imagem de outras e os estrategistas que vivem à monitorar essas situações para divulgar de forma destorcida. Não estamos afirmando que esse caso foi uma Fake News, especificamente, mas um detalhe nos deixa com a pulga atrás da orelha: o fato ocorreu, na noite do dia seis, na segunda feira.  A primeira publicação no grupo (GRUPO POR AI EM VILA RICA – MT) foi feita na tarde do dia 11, sábado. Ou seja, cinco dias depois.

Para finalizar nossa reportagem sobre Fake News, falamos com o Prefeito Abmael que lamentou a morte da criança.

“E sempre muito triste perder alguém. Entendo perfeitamente a dor da mãe. Quanto a parte médica não tenho muito a dizer, mas acredito que nenhum profissional da saúde perde uma vida por querer. Quanto as falsas divulgações me entristece muito. Mesmo em momentos de dor não podemos sair atirando pra todo lado.  Confesso que fiquei muito triste em ver as pessoa compartilhando, fazendo comentários absurdos, acusações sobre uma publicação inverídica, talvez por um simples erro de profissionais que fazem as mesma coisa durante anos, e de repente dá algo errado. E um pouco estranho!” –  Afirma Abmael.

Perguntamos ao Prefeito qual seria a atitude dele diante de uma atitude que hoje tida como criminosa ficando o condenado sujeito a pena alternativa, indenização e até mesmo prisão.“No momento fiquei muito triste, contrariado, mas depois me imaginei no lugar da mãe e dos familiares com a perda do ente querido, e vi que apesar de tudo a tristeza deles é maior que a minha. E decidi colocar um pedra nesse assunto, a verdade sempre será esclarecida, e isso é o que importa.” – completou Abmael.

 

O Brasil ainda não tem uma legislação específica para punir quem produz e compartilha notícias falsas ou sem embasamento (as chamadas Fake News), mas isso não quer dizer que quem não checa a veracidade das informações compartilhadas está livre de ser responsabilizado.

Existem instrumentos legais para acionar produtores e divulgadores de Fake News nas justiças civil e criminal. Para as eleições, especificamente, também existem parâmetros para enquadrar quem tenta prejudicar os candidatos. 

Projetos que tramitam na Câmara preveem punição para quem espalha notícias falsas na internet

Na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 7.604 de 2017, do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), prevê a responsabilização de provedores de conteúdo nas redes sociais em casos de divulgação de informações falsas, ilegais ou prejudicialmente incompletas. A multa nesses casos seria de R$ 50 milhões no caso de a plataforma não retirar o conteúdo em até 24 horas.

De acordo com o texto, os provedores de conteúdo devem criar filtros e regras para a publicação de conteúdos de modo a definir e restringir o que pode ser veiculado em suas páginas, perfis e outros espaços virtuais.

O que dizem as Leis

Existem pelo menos três formas de punir quem produz e divulga Fake News atualmente.

  • É possível acionar a Justiça Civil e solicitar que o conteúdo seja retirado do ar pelo provedor por meio de autorização judicial.
  • O Facebook hoje tem um mecanismo por meio do qual os próprios usuários podem denunciar postagens ou páginas ofensivas ou difamatórias. Mas, segundo o Marco Civil, ele só é obrigado a tirar o conteúdo do ar quando houver determinação judicial – o que ele faz além disso é por conta própria.
  • Por fim, se a divulgação de notícias falsas ocorrer em época de eleição visando desqualificar um candidato, partido ou coligação, aplica-se a lei 12.891, de 2013.

Quem for contratado com essa finalidade também está sujeito à punição, que vai de seis meses a um ano de prisão, mais multa de 5 mil a 30 mil reais.

Devemos estar sempre atentos as notícias falsas que estão espalhadas em toda a rede em todo o cenário nacional, estadual, regional e municipal.

Procure sempre fontes seguras para se basear. E quando precisar fazer uma denúncia, de mal atendimento do serviços públicos, por exemplo, procure a Justiça. Ser bem atendido é um direto seu, se em seguida quiser tornar isso público ai fica a critério seu. Vamos todos combater as Fake News. Uma forma de combater é ignorar.

 

GN Comunicação e Notícias
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