Aluna da EE P. Maria Esther Peres de Vila Rica é destaque no G1/MT com trabalho sobre feminicídio e relacionamento abusivo

0
1760

Anúncio

Da Redação

A estudante Camilla Rodrigues, de 18 anos, produziu um vídeo de uma campanha contra a violência doméstica e de prevenção ao feminicídio, depois de uma aula de artes, na Escola Estadual Maria Esther Peres, que fica em Vila Rica, a 1.276 km de Cuiabá. O professor da disciplina pediu que os alunos fizessem um trabalho com tema livre.

Camilla optou por retratar os efeitos da violência doméstica e usou a técnica “stop motion”, animação feita no computador ou com câmeras fotográficas. O vídeo traz uma sequência de cenas que representam um relacionamento abusivo do inícioao fim.

“Pesquisei sobre o tema, desde quando o professor passou o trabalho. Queria algo que transmitisse uma mensagem para a sociedade. Fui pesquisar sobre a violência doméstica e feminicídio e vi que era algo que eu queria falar,” explicou.

A estudante lamenta que os casos de violência sejam tão frequentes.

“Infelizmente a violência doméstica é algo que acontece muito hoje. Muitas mulheres são mortas, espancadas, violentadas, não só de forma física, mas psicológica e verbal também. É importante falar sobre isso”, declarou.

Ela explica que a ideia da produção é mostrar que no início do relacionamento as mulheres não percebem as atitudes abusivas.

“No começo (do relacionamento) sempre é muito bom, não parece algo ruim. E, só depois, quando a mulher passa por situações extremas é que ela percebe. Infelizmente, nem sempre ela consegue sair de uma relação desse tipo”, avaliou.

No 3º ano do ensino médio, ela defende a discussão do tema em todas as disciplinas desde o ensino fundamental.

Camilla tirou nota 10 no trabalho.

Orgulho

O projeto surgiu na aula do professor Leomar Pacheco. A turma de Camilla é uma das 22 para as quais ele leciona. Entre as atividades que ele passa diariamente aos alunos. O resultado do trabalho de Camilla o surpreendeu.

Ele disse que o vídeo gerou repercussão.

Fiquei emocionado. É muito impactante. Às vezes a gente propõe atividades simples, e muitos alunos não dão atenção. Então vem um aluno e faz algo tão significativo. A arte tem esse papel de fazer com que as pessoas reflitam e que sejam impactadas pelo que é belo e pelo que não é”, enfatizou.

Fonte: G1/MT

DEIXE UMA RESPOSTA

Escreva seu comentário
Preencha seu nome aqui